não há mais paciência para a violência anti-trans na Cidade do México

por Nache

notícia retirada do site Out Front Magazine, em 24 de Janeiro de 2025.

A Alianza Mexicana de Trabajadoras Sexuales, ou Aliança Mexicana de Trabalhadoras Sexuais, realizou um protesto no Edifício Juan N Álvarez Hurtado, na Cidade do México, para protestar contra a possível soltura de um homem que esfaqueou uma mulher trans. O homem, Alejandro “N”, esfaqueou a mulher trans e ativista Natalia Lane em 2022 e foi liberado da prisão e autorizado a permanecer em prisão domiciliar enquanto seu caso está em andamento. Natalia Lane disse: “Se eu morrer amanhã, suas mãos estarão manchadas de sangue”, no protesto em resposta a essa decisão tomada pela juíza magistrada Ruby Celia Castellanos Barradas.

As ativistas invadiram o prédio judicial em 16 de janeiro, picharam as paredes com suas reivindicações e quebraram vidros dentro do prédio. Durante o ato, Natalia disse: “Cansamos de ser pacientes, de esperar por justiça e reparação. O Judiciário, a partir de hoje, não terá paz”. Se esperarmos que nossa liberação nos seja concedida, estaremos sempre esperando.

A Aliança Mexicana de Trabalhadoras Sexuais se deparou também com manifestantes de oposição do Coletivo Nacional Não Mais Prisioneiros Inocentes, que defende Alejandro “N.”. De acordo com o La Prensa, os dois grupos estavam jogando tinta vermelha e água um no outro. Outros membros e aliados LGBTQ também estavam presentes, como Consuelo, uma mãe cuja filha trans Vanessa foi assassinada em fevereiro de 2024 e cujo assassino continua sem receber uma sentença quase um ano depois.

Essas histórias, embora importantes, não são únicas. A violência contra as pessoas trans acontece em todo o mundo e muitas vezes é ignorada ou varrida para debaixo do tapete. Há muitas pessoas e grupos que trabalham arduamente para silenciar as vozes LGBTQ+ e outras vozes marginalizadas. Eles tentarão manter o status quo em que nossas comunidades permanecem caladas e com medo. Mas nós seremos ouvides e vistes. As pessoas trans sempre existiram e sempre existirão. Continuaremos a nos organizar e a promover a nossa comunidade. Continuaremos a resistir.